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40 Jan-Dez 1991

De sabiás e exílios: Do Brasil.

Édison José da Costa,
p. 9 - 15

Análise dos poemas "Uma Canção", de Mário Quintana, e "Sabiá", de Chico Buarque. Focaliza-se principalmente a relação que ambos estabelecem com a "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias.

Dramaturgia em diálogo: A tragédia clássica e as fúrias

Marta Morais da Costa,
p. 17 - 29

As Fúrias, peça do dramaturgo paranaense Wilson Rio Apa, dialoga com textos de tragédias clássicas, principalmente com a trilogia Oréstia, de Ésquilo. Estudam-se aqui aspectos do discurso dramatúrgico que aproximam ou distanciam esse conjunto de textos, priorizando a análise de As Fúrias.

A épica e o pastoril: A écloga IV de virgilio e os lusíadas de Luis de Camões.

Anamaria Filizola,
p. 31 - 43

A leitura da Écloga IV, de Vírgilio, ilumina Os Lusiadas, de Camões, A partir da contaminação dos gêneros épico e lírico e de pontos de contato intertextuais, pode-se reinterpretar a épica camoniana.

Consideraciones en torno a la sensibilidad gay en la narrativa de Reinaldo Arenas.

David Willian Foster,
p. 45 - 52

A partir de algumas constelações temáticas e de algumas práticas discursivas encontradas na obra de Reinaldo Arenas, o artigo é. um prolegômero a algumas considerações de ordem ideológica que se colocam quando de uma aproximação à dimensão homossexual de um escritor e sua criação estética.

O nome da rosa: Ecos borgianos

Denise A. D. Guimarães,
p. 53 - 67

Tanto O nome da rosa, romance de Umberto Eco (de 1980) quanto os textos de Jorge Borges, bem anteriores (Ficções é de 1941), apresentam fortes marcas intertextuais. Ao aproximá-los, pretendo captar certos ecos borgianos no romance do escritor italiano. Utilizando-se das alusões, das metáforas intertextuais, dos recursos palimpsésticos, eco disseminou ao longo do seu romance - um intertexto por excelência - uma série de índices para a compreensão de sua estrutura e mesmo para sua interpretação. Seu enunciado remete a outros, numa estrutura labiríntica, onde a multiplicidade de caminhos intertextuais faz do texto uma escritura complexa, opaca, infinita... Este estudo prende-se à introdução do romance de Eco, "um manuscrito, naturalmente", confrontando-se com textos de Borges, especialmente de Ficções. remete ainda ao pensamento teórico dos dois autores.

Una lectura de la historia del Paraguay desde la intertextualidad.

Mónica Marinone,
p. 69 - 76

A leitura de La revolición en bicicleta, de Menpo Giardinelli, se filia a um outro texto-signo anterior, Hijo del hombre, de Roa Bastos, ao mesmo tempo em que dialoga com o sistema cultural ao desvendar o discurso das lutas pela liberdade coletiva do Paraguai.

O caráter intertextual das três fábulas o lobo e o cordeiro.

Sandra Lopes Monteiro,
p. 77 - 82

Este trabalho procura evidenciar o caráter intertextual de três fábulas e mostrar as funções desempenhadas pelos vários textos que se cruzam nessas fábulas.

Ronsard and yeats: An exercise in intertextuality.

Sigrid Renaux,
p. 85 - 97

Este trabalho discute as relações intertextualidades quem podem ser estabelecidas entre poemas When you are old (1892), de W.B. Yeats, e Quand Vous Serez Bien Vieille (1578), de Pierre ransard. Através da segmentação de ambos os textos em lexiais, mostramos como os paralelismos de similaridade e de contraste a nível temático, ficcional, imagético e da própria palavra, enfatizam a ativação que Yeats provocou no soneto de Ronsard e simultaneamente a criatividade de Yeats em subordinar esta fonte literária à sua própria capacidade artística, desta maneira enriquecendo nossa percepção estética de ambos os poemas.

Que farei(s) com este livro?: Um exercício da memória cultural portuguesa.

Teresa Cristina Cerdeira da Silva,
p. 99 - 103

Intertextualidade e memória cultural. A sedução / obseção de Os Lusíadas na cultura portuguesa. Permanência na transformação: antropofagia salutar. O texto contemporâneo como palimpsesto.

Un discurso de ruptura con lo ancestral em jum! De luis Rafael Sanchez.

Gabriela Tineo,
p. 105 - 112

Este artigo discute um dos temas mais atuais da literatura hispano-americana: o tema da múltipla marginalização social dentro da realidade portoriquenha, através da análise do conto de L. R. Sánchez Jum!

Towards a more systematic teching of the supragmental level of speech.

Rosana de Albuquerque Sá Brito,
p. 115 - 121

O problema do significado lingüístico e o materialismo dialético.

Elena Godoy,
p. 123 - 130

Este trabalho tem por objetivo analisar o conceito do significado lingüístico dentro da concepção marxista da linguagem. O materialismo dialético concebe a linguagem como uma das formas da atividade humana. A linguagem se relaciona intimamente com as outras formas desta atividade e além disso, tem a propriedade de poder organizá-las. Dentro deste quadro, o significado lingüístico não pode se apresentar como uma "imagem" estática dos objetos e fenômenos do mundo. O significado entende-se como determinado não apenas pela realidae objetiva mas também pela atividade cognitiva do sujeito direcionada para alcançar diversos objetivos.